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Gestão criativa: dinheiro some e discurso sobra

Teixeira de Freitas entrou para o ranking das gestões mais criativas do Brasil. Não pela inovação administrativa, mas pela capacidade quase artística de transformar perguntas simples em respostas que não dizem absolutamente nada.

O prefeito Marcelo Belitardo parece ter adotado um estilo próprio: governar falando muito e explicando pouco. E quando surgem CPIs, em vez de clareza, o que aparece é um verdadeiro festival de evasivas.

Pergunta-se sobre recursos da saúde — assunto sério, urgente — e a resposta vem com palavras bonitas e conteúdo vazio. É como abrir um presente e encontrar só papel.

O instituto investigado virou o centro do mistério. Administra dinheiro, mas sua transparência é praticamente invisível. E quando ninguém entende como funciona, o problema deixa de ser técnico e vira desconfiança generalizada.

O episódio do lixo é quase poético. Porque simboliza tudo: o serviço continua gerando reclamações, o dinheiro levanta dúvidas e a explicação… simplesmente não chega.

E ainda há o desconforto com órgãos de fiscalização. Como se questionar fosse um ataque. Não é. É obrigação.

Os críticos da CPI tentam reduzir tudo a disputa política. Mas ignoram o básico: se não houvesse dúvida, não haveria investigação.

No fim, a gestão criou um paradoxo interessante: quanto mais fala, menos explica.

E a cidade segue tentando entender o que deveria ser simples.

Spoiler: ainda não conseguiu.

Por Redação

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